Ano I · Nº 01 · Setembro 2026 · edição especial

Escutar. Compreender. Transformar.

“Talvez eu não tenha todas as respostas. Mas prometo ouvir você com respeito, empatia e acolhimento.”

— Flávio Vieira
Capa da Revista Escuta, Ano I, nº 01, setembro de 2026, edição especial. Manchete: “O dia em que eu parei de fingir que estava bem”.
Nesta edição · capa nº 01

Manchete: “O dia em que eu parei de fingir que estava bem”. Especial 64 páginas. Por Flávio A. Vieira.

  • Ansiedade que não aparece no exame
  • Luto em silêncio: o que a família não ouve
  • Burnout de quem cuida de todo mundo
  • Primeira sessão: o que acontece de verdade
  • Como escutar alguém que está desabando
  • O corpo guarda o que a boca não diz
  • Superação sem frase motivacional
  • CVV 188 · quando a noite aperta

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Se a noite apertar agora: CVV 188 · 24 horas · ligação gratuita e sigilosa.

Identificação da dor

Você está cansado de lutar sozinho?

Os textos abaixo descrevem sofrimento humano. Leitura pode emocionar. Ofereça a si mesmo pausa quando precisar.

  • Pensamentos negativos constantes
  • Sensação de vazio
  • Falta de energia
  • Crises de ansiedade
  • Insônia
  • Medo do futuro
  • Baixa autoestima
  • problemas no trabalho
  • não consegue se amar
  • está cansado demais pra lutar
  • sorrio. mas por dentro choro
  • Não sou Capaz de me levantar
  • Porque será que sou assim
  • Quando tudo irá passar
  • quem eu sou quando ninguém vê
  • Será que eu vivo ou sobrevivo

Toque em um card acima ou abra um título abaixo para ler o texto inteiro.

Pensamentos Negativos Constantes

Existem batalhas que acontecem em silêncio.

Ninguém vê. Ninguém escuta.

Mas elas estão lá, todos os dias, dentro da nossa cabeça.

Talvez você conheça essa sensação.

Você acorda e, antes mesmo de colocar os pés no chão, uma voz já começa a falar.

"Você não consegue."

"Você não é capaz."

"Nada vai mudar."

"Pessoas melhores já conseguiram e você não."

Com o tempo, essas mensagens vão se repetindo tantas vezes que deixam de parecer pensamentos e passam a parecer verdades.

Você começa a desacreditar de si mesmo.

Começa a enxergar apenas suas falhas.

Passa a esquecer todas as vezes que venceu.

Tudo aquilo que antes parecia possível vira uma montanha impossível de escalar.

A mente se transforma em um lugar cansativo de habitar.

E o mais difícil é que você não consegue simplesmente desligar essa voz.

Ela te acompanha no trabalho.

Nas relações.

Nos seus sonhos.

Nos momentos em que deveria estar descansando.

Mas existe algo que preciso lhe dizer.

Você não é os seus pensamentos.

Você não é aquilo que a dor diz que você é.

Muitas vezes esses pensamentos nasceram de feridas antigas, rejeições, traumas, abandonos e decepções.

Mas feridas não definem uma identidade.

Você continua sendo muito maior do que tudo aquilo que aconteceu com você.

E mesmo que hoje sua mente esteja cansada de lutar, existe uma parte sua que ainda acredita.

Talvez seja por isso que você está lendo estas palavras.

Existe esperança dentro de você.

Mesmo que ela esteja escondida.

E eu quero que saiba que seus pensamentos podem mudar.

Sua história pode mudar.

Sua vida pode mudar.

E o primeiro passo não é acreditar que tudo ficará bem.

O primeiro passo é acreditar que você merece tentar novamente.

↑ voltar à grade de dores

Sensação de Vazio

Talvez você nem consiga explicar.

Por fora está tudo funcionando.

Você acorda.

Trabalha.

Conversa com pessoas.

Cumpre suas obrigações.

Sorri quando necessário.

Mas, quando fica sozinho, percebe que algo está faltando.

Um vazio.

Um espaço dentro de você que parece impossível preencher.

É como caminhar por uma casa bonita, mas completamente vazia.

Tudo está no lugar.

Mas nada faz sentido.

Talvez você tenha tentado preencher esse vazio com trabalho.

Com relacionamentos.

Com distrações.

Com redes sociais.

Com comida.

Com compras.

Com promessas de felicidade.

Mas nada permanece.

Porque o vazio não é falta de coisas.

Muitas vezes é falta de conexão consigo mesmo.

Falta de acolhimento.

Falta de um abraço na alma.

Falta de sentir que sua existência importa.

E sabe de uma coisa?

Você importa.

Mesmo que hoje não consiga acreditar nisso.

Você importa para pessoas que talvez nem imagina.

Você importa para sua história.

Você importa porque existe algo único em você que ninguém mais possui.

O vazio não significa que você chegou ao fim.

O vazio pode ser apenas o início de uma busca por algo mais verdadeiro.

Uma busca por significado.

Por propósito.

Por amor.

Por cura.

Não tenha vergonha de admitir que está cansado.

Não tenha vergonha de dizer que precisa de ajuda.

Algumas das maiores transformações começam exatamente quando paramos de fingir que está tudo bem.

E começamos a tratar aquilo que está doendo.

↑ voltar à grade de dores

Crises de Ansiedade

Quem nunca viveu uma crise de ansiedade dificilmente consegue compreender.

As pessoas olham para você e dizem:

"Calma."

"Tente relaxar."

"Pare de pensar nisso."

Mas elas não entendem.

Não entendem que seu coração dispara de repente.

Não entendem que sua mente cria milhares de cenários ao mesmo tempo.

Não entendem que até respirar pode parecer difícil.

A ansiedade faz você acreditar que algo terrível está prestes a acontecer.

Mesmo quando não existe perigo real.

Ela transforma pequenos problemas em gigantes.

Ela rouba a paz dos momentos felizes.

Ela faz você sofrer por situações que ainda nem aconteceram.

Você tenta dormir.

Mas sua mente continua trabalhando.

Você tenta descansar.

Mas seus pensamentos continuam correndo.

Você tenta controlar.

E quanto mais tenta controlar, mais cansado fica.

Talvez você esteja vivendo assim há tanto tempo que já nem se lembra como é viver em paz.

Mas eu quero lhe dizer algo importante.

Você não está ficando louco.

Você não é fraco.

Você não é estranho.

Você está sofrendo.

E sofrimento precisa de acolhimento.

Ansiedade não é falta de fé.

Não é falta de força.

Não é falta de caráter.

É uma condição humana que merece cuidado.

E a boa notícia é que ela pode ser tratada.

Pouco a pouco.

Um dia de cada vez.

Uma respiração de cada vez.

Uma conversa de cada vez.

Uma vitória de cada vez.

Você não precisa vencer todas as batalhas hoje.

Você só precisa continuar caminhando.

E enquanto existir um próximo passo, existe esperança.

Porque até a pior tempestade da sua vida não será capaz de durar para sempre.

E você é muito mais forte do que imagina.

Toda vez que você sobrevive a uma crise, está provando isso para si mesmo.

E um dia, olhando para trás, perceberá que sobreviveu a coisas que imaginava impossíveis.

E isso é coragem.

Isso é força.

Isso é você.

↑ voltar à grade de dores

Insônia

A noite chega.

As luzes da casa se apagam.

O mundo parece diminuir o ritmo.

Mas dentro da sua mente a história é outra.

Enquanto todos dormem, seus pensamentos continuam acordados.

Você deita o corpo, mas não consegue deitar a alma.

As preocupações começam a aparecer.

Os problemas ganham tamanho.

As lembranças voltam.

As perguntas sem resposta fazem fila dentro da cabeça.

Você olha para o relógio.

Passa uma hora.

Duas.

Três.

E o sono simplesmente não vem.

O pior não é apenas o cansaço físico.

O pior é sentir que sua própria mente não lhe dá descanso.

É como estar correndo uma maratona sem sair do lugar.

E, aos poucos, a exaustão vai tomando conta de tudo.

Mas preciso que você saiba de uma coisa.

A insônia nem sempre é falta de sono.

Muitas vezes é excesso de dor.

É excesso de preocupação.

É um coração pedindo ajuda através do silêncio da madrugada.

Talvez você tenha passado tanto tempo tentando ser forte que esqueceu de cuidar do que sente.

Talvez seu corpo esteja apenas dizendo:

"Eu não aguento mais carregar tudo sozinho."

Então seja gentil consigo.

Não se cobre tanto.

Nem toda guerra precisa ser vencida hoje.

Nem toda resposta precisa ser encontrada agora.

Você merece descanso.

Você merece paz.

E existe um caminho para reencontrar ambos.

↑ voltar à grade de dores

Medo do Futuro

O futuro pode assustar.

Porque ninguém consegue enxergá-lo.

E aquilo que não enxergamos muitas vezes imaginamos da pior forma possível.

Talvez você esteja preocupado com o amanhã.

Com as contas.

Com o trabalho.

Com a saúde.

Com seus relacionamentos.

Com os sonhos que ainda não aconteceram.

Você tenta se preparar para tudo.

Mas quanto mais tenta controlar a vida, mais ela escapa das suas mãos.

E isso gera medo.

Muito medo.

Só que existe algo curioso sobre o futuro.

Quase todas as tragédias que imaginamos nunca acontecem.

Ainda assim sofremos por elas.

Sofremos hoje por algo que talvez jamais exista amanhã.

A vida não exige que você carregue o mês inteiro.

Nem o ano inteiro.

Ela pede apenas o dia de hoje.

O passo de hoje.

A decisão de hoje.

Respire.

Você já superou dias difíceis antes.

Já enfrentou desafios que acreditava impossíveis.

Já atravessou tempestades enormes.

E continua aqui.

Talvez o futuro não esteja chegando para destruir você.

Talvez ele esteja chegando para revelar uma força que você ainda não descobriu.

Confie no processo.

Confie na caminhada.

Confie em você.

↑ voltar à grade de dores

Baixa Autoestima

Talvez o seu maior inimigo não esteja fora.

Talvez esteja dentro.

Talvez seja a forma como você fala consigo mesmo.

Você se olha no espelho e enxerga falhas.

Erros.

Limitações.

Feridas.

Você elogia os outros.

Mas não consegue elogiar a si mesmo.

Reconhece o valor das pessoas.

Mas ignora completamente o seu.

Talvez alguém tenha feito você acreditar que não era suficiente.

Talvez a vida tenha lhe machucado tantas vezes que você começou a acreditar nisso.

Mas eu gostaria que você refletisse.

Se alguém que você ama estivesse sofrendo exatamente o que você sofre, você falaria com essa pessoa da mesma forma que fala consigo mesmo?

Provavelmente não.

Você seria mais compreensivo.

Mais gentil.

Mais amoroso.

Então por que não fazer isso por você?

Você merece a mesma compaixão que oferece ao mundo.

Seu valor não depende da aprovação de ninguém.

Seu valor não depende dos seus erros.

Seu valor não depende das suas cicatrizes.

Você tem valor simplesmente porque existe.

E existe uma pessoa maravilhosa dentro de você esperando para ser reconhecida.

↑ voltar à grade de dores

Problemas no Trabalho

Todos os dias você acorda.

Se prepara.

Vai cumprir suas responsabilidades.

Faz o melhor que pode.

Mas, em algum momento, começa a sentir que nada é suficiente.

Você trabalha duro.

Se dedica.

Entrega resultados.

E mesmo assim parece invisível.

Falta reconhecimento.

Falta valorização.

Falta respeito.

A pressão aumenta.

O medo cresce.

A motivação desaparece.

E você começa a levar o trabalho para dentro da mente mesmo quando já está em casa.

Mas existe um perigo nisso.

Quando passamos muito tempo sendo avaliados pelo que fazemos, acabamos esquecendo quem somos.

Você não é apenas um funcionário.

Você não é apenas um cargo.

Você não é apenas um salário.

Você é um ser humano.

Seu valor vai muito além da sua profissão.

O trabalho é parte da vida.

Mas não é toda a vida.

E nenhuma empresa pode definir seu valor pessoal.

Nunca esqueça disso.

↑ voltar à grade de dores

Não Consigo Me Amar

Talvez essa seja uma das dores mais profundas.

Porque você ama.

Ama seus filhos.

Ama seus amigos.

Ama sua família.

Ama as pessoas ao seu redor.

Mas quando chega a sua vez...

Você não sabe como fazer.

Você se cobra.

Se culpa.

Se critica.

Se abandona.

Passa anos oferecendo amor ao mundo inteiro enquanto deixa seu próprio coração vazio.

Mas existe uma verdade que mudou minha vida.

Você não pode dar aquilo que nunca recebe.

Por isso o amor-próprio não é egoísmo.

É sobrevivência.

É cuidado.

É respeito.

É acolhimento.

Amar a si mesmo é reconhecer que você também merece carinho.

Também merece descanso.

Também merece ser perdoado por seus erros.

Você merece olhar para si mesmo e dizer:

"Estou tentando."

"E isso já é suficiente por hoje."

↑ voltar à grade de dores

Estou Cansado Demais para Lutar

Existem dores que cansam.

Mas existem dores que esgotam.

Talvez você tenha chegado exatamente nesse ponto.

Não é que você queira desistir.

Você apenas não sabe mais de onde tirar forças.

Você já tentou tantas vezes.

Já caiu tantas vezes.

Já chorou escondido tantas vezes.

Que agora está sem energia.

E tudo bem admitir isso.

Você não precisa ser forte o tempo inteiro.

Não existe prêmio para quem sofre sozinho.

Não existe medalha para quem suporta tudo calado.

Talvez hoje sua missão não seja vencer.

Talvez sua missão seja apenas continuar.

Apenas respirar.

Apenas permanecer.

Porque algumas vitórias começam quando paramos de tentar correr e escolhemos apenas continuar caminhando.

Um passo.

Depois outro.

E mais outro.

Até que a força volte.

Porque ela volta.

Sempre volta.

↑ voltar à grade de dores

Sorrio, Mas Por Dentro Choro

As pessoas olham para você e acreditam que está tudo bem.

Afinal, você sorri.

Brinca.

Conversa.

Ajuda.

Trabalha.

Cumpre suas obrigações.

Mas ninguém vê o que acontece quando você fica sozinho.

Ninguém vê as lágrimas escondidas.

Ninguém sente o peso que você carrega.

Você se tornou especialista em fingir.

Especialista em parecer forte.

Mas carregar uma máscara pesa.

E pesa muito.

Chega um momento em que você não aguenta mais fingir.

E sabe de uma coisa?

Você não deveria precisar fingir.

Sua dor merece ser escutada.

Seu sofrimento merece acolhimento.

Você não nasceu para ser um personagem.

Você nasceu para ser você.

Com suas forças.

Com suas fraquezas.

Com suas cicatrizes.

E será exatamente sendo você que sua cura começará.

↑ voltar à grade de dores

Não Sou Capaz de Me Levantar

Talvez você tenha caído tantas vezes que perdeu a confiança.

Talvez a vida tenha lhe derrubado repetidamente.

E agora você olha para frente sem acreditar na própria força.

Mas permita-me lembrar algo.

Você ainda está aqui.

Apesar de tudo.

Apesar das lágrimas.

Apesar das crises.

Apesar das decepções.

Você continuou.

Isso não parece força para você?

Porque para mim parece.

A força nem sempre está em vencer.

Às vezes ela está em sobreviver.

Em continuar respirando.

Em não desistir.

Em tentar mais uma vez.

Mesmo sem acreditar totalmente.

Você não precisa levantar correndo.

Levante devagar.

Mas levante.

Porque existe uma versão sua esperando do outro lado dessa dor.

↑ voltar à grade de dores

Por Que Será Que Sou Assim?

Essa pergunta machuca.

Porque geralmente vem acompanhada de culpa.

De vergonha.

De julgamento.

Você olha para sua vida e pergunta:

"Por que eu penso assim?"

"Por que eu sinto isso?"

"Por que sou diferente?"

Mas talvez você esteja fazendo a pergunta errada.

Talvez a pergunta correta seja:

"O que aconteceu comigo para eu me sentir assim?"

Você não nasceu acreditando que não era suficiente.

Alguém ensinou isso.

Você não nasceu se rejeitando.

Alguma dor contribuiu para isso.

E quando entendemos nossas feridas, começamos a tratá-las.

Você não é defeituoso.

Você não está quebrado.

Você apenas está carregando dores que merecem cuidado.

↑ voltar à grade de dores

Quando Tudo Isso Vai Passar?

Essa talvez seja a pergunta mais silenciosa da alma.

Quando?

Quando a dor vai embora?

Quando a ansiedade diminui?

Quando eu volto a sorrir de verdade?

A resposta pode não ser a que você espera.

Mas a cura raramente acontece de uma vez.

Ela acontece aos poucos.

Em pequenos avanços.

Pequenas vitórias.

Pequenas mudanças.

Um dia você olha para trás e percebe que já não dói como antes.

O sofrimento vai perdendo força.

A esperança vai ganhando espaço.

A luz começa a entrar.

Continue.

O processo pode ser lento.

Mas lento não significa impossível.

↑ voltar à grade de dores

Quem Sou Eu Quando Ninguém Me Vê?

Quando todos vão embora.

Quando o silêncio chega.

Quando as máscaras caem.

Quem é você?

Essa é uma pergunta profunda.

Porque muitos passaram a vida tentando agradar os outros.

Tentando ser aceitos.

Tentando corresponder às expectativas.

E acabaram esquecendo de si mesmos.

Talvez esteja na hora de voltar para dentro.

De conhecer sua própria essência.

Seus sonhos.

Seus valores.

Sua verdade.

Porque a liberdade começa no momento em que você para de viver para impressionar os outros e começa a viver para ser quem realmente é.

↑ voltar à grade de dores

Será Que Eu Vivo ou Apenas Sobrevivo?

Você acorda.

Trabalha.

Resolve problemas.

Dorme.

E repete tudo novamente.

Os dias passam.

Os meses passam.

Os anos passam.

E então surge uma pergunta dolorosa.

"Estou vivendo ou apenas sobrevivendo?"

Talvez hoje você esteja apenas resistindo.

Talvez esteja apenas tentando chegar ao fim de mais um dia.

Mas sobreviver não é seu destino.

É apenas uma fase.

Existe vida depois da dor.

Existe alegria depois do choro.

Existe esperança depois do desespero.

E existe uma versão sua que ainda não desistiu.

Uma versão que acredita.

Que sonha.

Que luta.

Que continua.

Segure a mão dessa versão.

Porque ela sabe o caminho de volta para a vida.

E eu acredito que você também conseguirá encontrá-lo.

↑ voltar à grade de dores

Edição nº 01 · capítulos visuais

A edição que espelha o cotidiano

Escutar · Refletir · Transformar. Cada peça aparece uma única vez; o texto da arte está transcrito abaixo da imagem.

Peça de abertura — Mensagem não enviada. Peça editorial da Revista Escuta.
Peça de abertura

Mensagem não enviada

Escrevi tudo o que doía. Li duas vezes. Apaguei. Algumas verdades pesam demais para o chat.

— autor desconhecido

Capítulo VI — Dois rascunhos. Peça editorial da Revista Escuta.
Capítulo VI

Dois rascunhos

Ele escreveu tudo o que doía e apagou. No mesmo minuto, do outro lado da cidade, ela faz a mesma coisa. Dois rascunhos. Duas covardias iguais. No dia seguinte se encontram e falam de trabalho, de chuva, de nada. O que não mandaram ainda está vivo entre os dois.

Capítulo VIII — A entrevista. Peça editorial da Revista Escuta.
Capítulo VIII

A entrevista

Pediram que fosse autêntico. Depois pediram que coubesse. Perguntaram onde se via em cinco anos e ele pensou: com aluguel pago. Respondeu o que o anúncio queria. Saiu elogiando a cultura da empresa e no elevador esqueceu o próprio sorriso. Lá dentro, alguém marcou “perfil interessante” e nunca mais abriu o arquivo.

Escuta é resistência.

Capítulo XI — A caixa. Peça editorial da Revista Escuta.
Capítulo XI

A caixa

Não pediu desculpa por ir embora. Empacotou a caneca, a foto, o resto de dignidade. No portão o segurança desejou boa sorte de verdade. Pela primeira vez em meses alguém falou com ela como gente. A rua estava fria. E mesmo assim parecia casa.

histórias que ficam, sentidos que ficam.

Capítulo XIII — A meta. Peça editorial da Revista Escuta.
Capítulo XIII

A meta

A meta não pergunta se você tem filho. Não pergunta se o ônibus atrasou. Não pergunta se a voz já falhou. Só acende vermelho no painel e chama isso de desempenho. Quem não alcança aprende a sorrir no fone com o peito fechado.

Capítulo XIV — O colega. Peça editorial da Revista Escuta.
Capítulo XIV

O colega

Ele viu. Viu a reunião sem ela. Viu o e-mail em cópia. Viu o silêncio. No corredor quase falou. Quase. Depois encheu o copo e voltou para a mesa como se não tivesse visto. Omissão também tem crachá.

Capítulo XV — Cinquenta. Peça editorial da Revista Escuta.
Capítulo XV

Cinquenta

Aos cinquenta o currículo parece um arquivo antigo. Perguntam se ele ainda tem energia. Ele tem conta, tem mãe, tem orgulho gasto e uma mão firme. Dizem que querem juventude. Querem barato. Ele imprime mesmo assim.

Capítulo XVI — O bandejão. Peça editorial da Revista Escuta.
Capítulo XVI

O bandejão

Ninguém puxou a cadeira. O prato era o mesmo. O lugar, não. Ela mastigava devagar para o almoço durar e o corredor esperar. Solidão no expediente também é assédio quando vira hábito.

Enquetes da edição

Enquete: Depois dos 45, o mercado te tratou diferente?
Enquete 1

Depois dos 45, o mercado te tratou diferente?

  • Sim, senti na pele
  • Vi com colegas
  • Não
  • Ainda não cheguei lá
Ler Capítulo XV — Cinquenta →
Enquete: Na entrevista você já fingiu ser outra pessoa?
Enquete 2

Na entrevista você já fingiu ser outra pessoa?

  • Sim
  • Às vezes
  • Não
  • Já pensei em fazer isso
Ler Capítulo VIII — A entrevista →
Enquete: Sair de um emprego que te apaga é fracasso ou dignidade?
Enquete 3

Sair de um emprego que te apaga é fracasso ou dignidade?

  • Dignidade
  • Depende das contas
  • Fracasso
  • Ainda estou saindo
Ler Capítulo XI — A caixa →
Como participar

Responda em silêncio, por enquanto.

As enquetes da edição nº 01 são visuais nesta versão. A votação on-line só entra quando houver um canal definido. Nenhuma resposta é coletada aqui.

[canal de votação a definir]

Quem sou eu

Quem Sou

Meu nome é Flávio Vieira, tenho 46 anos, sou assistente social e psicanalista.

Por muito tempo vivi enfrentando a depressão, a ansiedade e crises emocionais que quase me fizeram desistir de tudo. Hoje entendo que eu me entregava intensamente às pessoas, mas não sabia receber esse mesmo carinho de volta. Eu amava, ajudava, acolhia e me doava por inteiro, mas havia algo essencial que estava faltando: aprender a me amar.

Percebi que precisava deixar de ser o "coitadinho" e o "bonzinho" que tentava salvar todo mundo enquanto esquecia de si mesmo. Claro que existe beleza em amar, ajudar e se doar, mas também é necessário olhar para dentro e cuidar de quem somos. Com o tempo, entendi que somente me amando de verdade eu seria capaz de amar o outro de forma saudável.

Mesmo assim, muitas vezes me sentia inseguro. Era como se algo estivesse constantemente me puxando para baixo. Eu me sentia desvalorizado, ignorado, como se fosse invisível. E quando o amor surgia em meu caminho, eu não conseguia reconhecê-lo. Acreditava que não era merecedor e acabava me afastando.

Era nesse momento que a ansiedade, a depressão e a angústia encontravam espaço para me dominar. E, para ser sincero, ainda existem dias em que elas tentam me dominar. A diferença é que hoje eu sei quem sou. Sei que sou forte. Sei que devo dar um passo de cada vez.

Aprendi que as lutas nunca vão terminar. Algumas eu vencerei, outras não. Porém, sempre me levanto. E faço isso quantas vezes forem necessárias, porque toda vez que me reerguo, volto um pouco mais forte, um pouco mais sábio e com uma nova sensação de alívio e aprendizado.

A depressão não é fácil, e você não deve enfrentar essa batalha sozinho. Sempre precisamos ter alguém ao nosso lado. Mas nem sempre será um amigo ou familiar. Muitas vezes acreditamos que as pessoas que mais amamos terão todas as respostas, mas elas também possuem suas limitações. Não é por falta de amor ou de vontade de ajudar. Muitas vezes elas simplesmente não sabem o que estamos enfrentando e não conseguem oferecer aquilo que nunca aprenderam a dar.

Durante minha vida, ajudei muitas pessoas que não conseguiram retribuir o apoio que receberam. E isso não foi culpa delas. Elas apenas não possuíam a escuta, a empatia e o preparo necessários para acolher uma dor tão profunda.

Por isso, quando você se sentir sozinho, mesmo estando cercado de pessoas, talvez seja a hora de procurar alguém que possa realmente ajudá-lo. Alguém que possa dizer aquilo que você precisa ouvir, mesmo que nem sempre seja o que você deseja ouvir. Afinal, o processo de cura muitas vezes exige tocar na ferida antes de tratá-la.

Sim, o processo pode ser doloroso. Mas a vitória chega. Sempre chega.

Gosto de comparar nossa caminhada à de um bebê aprendendo a andar. Caímos, levantamos, nos machucamos, tentamos novamente e seguimos em frente. O processo se repete inúmeras vezes até que descobrimos que cair não é o problema. Cair faz parte do aprendizado.

Quando lemos a história de Moisés atravessando o Mar Vermelho, encontramos uma mensagem poderosa. Imagine aquele imenso mar se abrindo e Moisés conduzindo o povo para a liberdade. Eles passaram pelo mar, atravessaram o problema e seguiram adiante. Já os soldados do faraó tentaram fazer o mesmo caminho e foram engolidos pelas águas.

É aí que está a diferença.

Você passa pelo problema. O problema não deve passar por você.

Meu desejo é que esta página alcance o vazio que existe em seu coração e ajude a aliviar a dor que talvez você esteja carregando em silêncio. Mas, se mesmo assim sentir que precisa de alguém para caminhar ao seu lado, envie uma mensagem.

Talvez eu não tenha todas as respostas. Mas prometo ouvir você com respeito, empatia e acolhimento.

E, a partir desse momento, o seu problema também passará a ser um pouco meu.

Juntos, podemos encontrar um caminho mais leve, mais saudável e, acima de tudo, cheio de esperança.

[conferir antes de publicar: “Quem sou” diz 46 anos e “psicanalista”; o e-book diz 45 anos e formação em Serviço Social]

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Homenagem

Para José Vicente, meu pai

Flávio Vieira ao lado do pai, José Vicente.
Flávio Vieira e José Vicente.

Dedicatória — Para quem ficou

Dedico estas páginas a José Vicente, meu pai. E a quem já se sentiu à margem do mundo — àqueles que caminharam em silêncio carregando o peso das próprias reflexões, oferecendo o melhor de si sem esperar aplausos e sem cobrar reconhecimento.

Dedico a quem não foi escolhido e, ainda assim, escolheu permanecer. A quem enfrentou dias sem cor e noites que não acabavam, e mesmo assim deixou o coração aberto.

Dedico também à profissão que abracei. Ao Serviço Social que me ensinou que escutar é trabalho, que ética não é enfeite e que muita gente atravessa a vida inteira sem ser chamada pelo nome certo.

Que este livro seja companhia no recolhimento, voz quando o silêncio apertar e uma lâmpada baixa nos cômodos escuros. Um abraço que não exige resposta. Uma mão estendida sem pressa.

É para ti, que resistes com dignidade. Que cada capítulo sirva de farol — não para apontar um caminho único, mas para lembrar que a vida, com todas as suas dificuldades, ainda merece ser vivida com amor, verdade e coragem.

[opcional: foto isolada de José Vicente em alta resolução]

Carta a José Vicente — íntegra

José Vicente

Meu pai. Homem honesto, justo, sábio, bondoso. Ser seu filho é o meu maior orgulho.

Pai, escrevo estas linhas com a mão do menino que te entregava o dinheirinho da feira e com a voz do homem de quarenta e cinco anos que ainda aprende com o teu silêncio.

O teu nome é José Vicente. Dizer o nome é um ato de gratidão. É impedir que a data o apague.

Você foi honesto quando o mundo ensinava o atalho. Justo quando o justo custava mais caro.

Sábio sem precisar de palanque. Bondoso sem pedir plateia.

Em casa chamavam você de santo homem. Eu chamo você de pai. As duas verdades cabem na mesma boca.

Ser teu filho é o meu maior orgulho. Não é frase de cartão. É o chão em que eu ainda piso quando a crise tira o resto.

Você contava as notas e devolvia uma parte. Naquela palma cabia um país inteiro de afeto.

Você me pôs na escola da noite. Não como castigo segundo. Como desvio de rota. Eu acendi ali uma chama que ainda uso.

Você trabalhava. O trabalho, em você, não era discurso. Era coluna. Eu herdei a coluna. Ainda estou aprendendo a herança.

No Dia dos Pais em que partiste, o calendário ficou cruel. O mundo abraçava o pai vivo. A nossa mesa ficou com a cadeira vazia.

Não te peço volta. Peço licença para continuar. Continuar, eu sei, é o modo de não te apagar.

Você guarda a minha infância no Jabaquara como quem guarda pão: sem alarde, com fome atendida.

Você me ensinou, sem aula, que dignidade não espera condição ideal. A feira, a chuva, o domingo repetido.

Você foi justo com o pouco. O pouco, na sua mão, virava inteiro. Essa conta eu nunca soube fazer tão bem quanto você.

A sua bondade não era moleza. Tinha peso. Tinha limite. Tinha porta na escola quando eu passava do ponto.

Sábio, você foi, no tempo certo de calar e no tempo certo de decidir. Eu ainda consulto essa bússola quando a minha se perde.

Honesto: palavra que o mercado desgasta. Em ti não desgastou. Era o jeito de olhar o troco e o jeito de olhar o filho.

Se hoje sirvo gente no ofício, há um pedaço seu nesse serviço. Cuidar é concreto. Você já sabia.

Se hoje escrevo, é porque alguém me ensinou que o que se faz com as mãos também se faz com a palavra. Tu fazias com as mãos. Eu tento as duas.

A saudade não é inimiga. É o amor ainda trabalhando, sem ofício.

Não o transformo em estátua. Estátua não conta nota. Estátua não devolve parte. Você era gente. Gente boa. Gente que ficou.

Quando a depressão mente que eu não sou importante, eu lembro que fui importante o bastante para receber o teu sorriso no domingo.

Quando a baixa estima me senta no banco da igreja como impostor, eu lembro que fui teu filho sem audição. Filho chega. Filho não pede escala.

Quando bate o desejo de parar, eu lembro da lona e de ti. A barraca não fecha porque o tempo piorou.

Obrigado pelo pão. Pelo limite. Pelo exemplo. Pelo nome que carrego e tento honrar.

Obrigado por não precisar de palco para ser grande. A sua grandeza cabia numa palma e num domingo.

Se houver um outro lado, pai, fica sabendo: a cadeira está posta. O prato agora é este livro.

Eu sigo. Com a formação. Com a luta. Com a esperança teimosa. Com o teu sobrenome moral, que não está no RG e está em tudo.

Descansa do trabalho que já cumpriste. O resto é comigo.

Eu fico. Eu fico por nós dois.

Teu filho, ainda aprendendo a contar as notas da vida e a devolver uma parte.

Com orgulho, com saudade e com a promessa de não te transformar em silêncio,

Flávio Vieira

Motivo da cadeira vazia

Meu pai se chamava José Vicente. Foi ele quem contava as notas da feira e me devolvia uma parte. Foi ele quem me pôs na escola da noite. Foi ele o domingo que se repetia. No Dia dos Pais, o domingo não se repetiu. A cadeira ficou. O prato ficou. Ele não. Não superei o Dia dos Pais. Aprendi a atravessá-lo.

“A dor agora é parte do próprio amor. É a própria definição.”

— C. S. Lewis, A Grief Observed (citado no e-book).

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E-book · 1ª edição

Sobrevivi sem ser escolhido

Primeira edição 2026, Araraquara/SP, edição do autor. Relato autobiográfico. Não substitui acompanhamento psicológico, psiquiátrico, médico ou de Serviço Social. CVV 188, 24h, sigilo.

Aviso ético. O e-book não substitui tratamento. Relato autobiográfico: não substitui acompanhamento psicológico, psiquiátrico, médico ou de Serviço Social.

Se a dor estiver aguda, ligue para o CVV 188 — 24h, sigilo.

Estrutura em seis partes
  1. Parte I — O menino que ainda não sabia o nome da dor. Jabaquara, feira com o senhor Osvaldo, José Vicente contando as notas, escola da noite, casa simples.
  2. Parte II — Quando o mundo aprendeu a doer. O susto da infância, o silêncio, a adolescência, o caderno, o humor que sangrava por baixo.
  3. Parte III — A fé, a voz e o palco vazio. A fita cassete, o nome de Fábio chamado no lugar do meu, o grupo iniciante, o impostor no banco da igreja.
  4. Parte IV — A casa que a dor construiu. Depressão, crise, angústia, o dia seguinte, mapa prático da noite ruim.
  5. Parte V — A formação. Serviço Social, ética, invisíveis, segunda-feira, a busca da sanidade.
  6. Parte VI — O recomeço que ninguém autorizou. O convite que nunca veio, o Dia dos Pais, relacionamentos que não voltaram, a esperança teimosa.
Em breve

[novo e-book em breve]

[título e descrição curta — somente a partir do texto do autor]

Não substitui tratamento. Se a dor estiver aguda: CVV 188, 24h, sigilo.

Depoimentos

Relatos de quem foi escutado

Vinte relatos na ordem em que foram enviados, sem nenhum parágrafo reescrito. Leitura pode emocionar.

[autorização das iniciais a confirmar — se os relatos forem ilustrativos, substituir por: “relatos de acolhimento / nomes fictícios ou abreviados”]

1. Maria M.

Eu havia perdido o emprego e me sentia completamente perdida. Cada manhã parecia mais difícil do que a anterior, e a tristeza tomou conta da minha rotina. Passei meses me isolando das pessoas que eu amava e acreditando que nada voltaria a dar certo. Minha autoestima desapareceu e eu já não conseguia enxergar um futuro melhor. Quando encontrei uma profissional que me ouviu sem julgamentos, senti pela primeira vez que alguém realmente compreendia minha dor. Aos poucos, aprendi a reorganizar meus pensamentos e recuperar minha confiança. Hoje consigo enxergar novas oportunidades e valorizar minhas conquistas. Procurar ajuda profissional foi a decisão que transformou minha vida.

2. Carlos J.

Eu vivia com uma ansiedade constante que me impedia de aproveitar momentos simples. Meu coração estava sempre acelerado e minha mente nunca descansava. Passei a evitar encontros com amigos e até atividades que antes me davam prazer. Durante muito tempo achei que precisava enfrentar tudo sozinho. Quando procurei um profissional, descobri que minha dor tinha nome e tratamento. Ser ouvido com atenção me trouxe um alívio que eu não sentia há anos. Com o acompanhamento adequado, recuperei o equilíbrio e a esperança. Buscar ajuda foi o primeiro passo para voltar a viver de verdade.

3. Ana P.

Depois do fim do meu casamento, senti que minha vida havia perdido o sentido. As noites eram longas e silenciosas, cheias de pensamentos dolorosos. Eu me culpava por tudo que aconteceu e já não conseguia enxergar minhas qualidades. O vazio emocional parecia impossível de preencher. Ao iniciar acompanhamento com uma profissional acolhedora, comecei a entender meus sentimentos. Cada conversa me ajudava a reconstruir minha identidade. Hoje consigo olhar para o passado sem sofrimento constante. Encontrar alguém que realmente me ouvisse foi essencial para minha recuperação.

4. Roberto A.

Passei anos escondendo minha tristeza atrás de sorrisos. Por fora parecia estar tudo bem, mas por dentro eu me sentia esgotado e sem forças. Meu rendimento no trabalho caiu e meus relacionamentos foram afetados. Eu acreditava que admitir minha dor era sinal de fraqueza. Ao procurar ajuda profissional, percebi que cuidar da saúde mental é um ato de coragem. Ser acolhido me fez compreender que eu não estava sozinho. Aos poucos recuperei minha energia e minha vontade de viver. Hoje sou grato por ter dado esse passo tão importante.

5. Juliana R.

Minha vida parecia uma sequência interminável de preocupações e medos. Eu acordava cansada e dormia ainda mais exausta emocionalmente. Nada conseguia preencher a sensação de vazio que carregava dentro de mim. Tentei ignorar meus sentimentos durante muito tempo, mas a dor só aumentava. Quando comecei a fazer acompanhamento com uma profissional especializada, tudo começou a mudar. Aprendi a me respeitar e a lidar melhor com minhas emoções. Hoje me sinto muito mais forte e preparada para enfrentar desafios. Ser ouvida por alguém capacitado fez toda a diferença.

6. Fernando L.

Após a perda de um familiar muito querido, mergulhei em uma tristeza profunda. Eu não conseguia aceitar a ausência e passei meses preso ao sofrimento. As atividades diárias se tornaram tarefas extremamente pesadas. A solidão aumentava a cada dia que passava. Quando decidi procurar ajuda profissional, encontrei um espaço seguro para expressar minha dor. Aos poucos aprendi a lidar com o luto de forma mais saudável. Hoje consigo guardar boas lembranças sem ser dominado pelo sofrimento. A escuta profissional foi fundamental para minha recuperação emocional.

7. Patrícia C.

Eu me sentia insuficiente o tempo todo. Não importava o quanto eu me esforçasse, nunca parecia ser o bastante. Essa cobrança constante acabou me levando para um estado de tristeza e desânimo. Passei a duvidar do meu valor e das minhas capacidades. Ao procurar uma profissional, encontrei acolhimento e compreensão. Aprendi a reconhecer minhas qualidades e estabelecer limites saudáveis. Minha autoestima voltou a crescer aos poucos. Ter alguém que me escutasse verdadeiramente mudou minha relação comigo mesma.

8. Eduardo S.

A pressão financeira estava destruindo minha saúde mental. Eu mal conseguia dormir e passava os dias tomado pela preocupação. Minha mente estava sempre no pior cenário possível. Com o tempo, comecei a perder a esperança de que as coisas melhorariam. Quando procurei ajuda, encontrei um profissional que me ajudou a organizar meus pensamentos. Aprendi maneiras mais saudáveis de enfrentar minhas dificuldades. Hoje me sinto muito mais tranquilo e equilibrado. Buscar apoio profissional foi um divisor de águas na minha vida.

9. Fernanda B.

Eu estava vivendo uma depressão silenciosa e ninguém percebia. Continuava trabalhando e cumprindo minhas obrigações, mas por dentro me sentia completamente vazia. Havia perdido o interesse por tudo que antes me fazia feliz. Os dias pareciam não ter cor nem significado. Ao iniciar atendimento psicológico, finalmente encontrei um espaço de acolhimento. Falar sobre minhas dores me ajudou a compreender minhas emoções. Aos poucos, minha vida voltou a ter propósito. Ser ouvida foi o início da minha transformação.

10. Marcelo D.

Passei muito tempo acreditando que precisava ser forte para todos. Enquanto ajudava outras pessoas, ignorava meu próprio sofrimento. Isso me levou ao esgotamento emocional. Eu já não reconhecia a pessoa que havia me tornado. Quando encontrei um profissional disposto a ouvir minha história, senti um enorme alívio. Aprendi que também mereço cuidado e atenção. Hoje consigo equilibrar melhor minhas responsabilidades e minha saúde mental. Procurar ajuda foi uma das melhores decisões que já tomei.

11. Carla V.

A ansiedade dominava meus pensamentos do momento em que eu acordava até a hora de dormir. Eu tinha medo do futuro e insegurança em cada decisão. Isso começou a afetar minha família e meu trabalho. Sentia que estava perdendo o controle da minha vida. Tudo começou a mudar quando procurei uma profissional especializada. Ser acolhida e compreendida me trouxe segurança para seguir em frente. Hoje consigo lidar melhor com as incertezas da vida. O acompanhamento profissional foi essencial para minha melhora.

12. Ricardo N.

Depois de uma série de fracassos profissionais, comecei a acreditar que eu não era capaz de realizar meus sonhos. Minha confiança desapareceu completamente. Passei a evitar desafios por medo de falhar novamente. A tristeza se tornou uma companhia constante. Quando iniciei terapia, percebi que precisava mudar a forma como enxergava minha história. Com apoio profissional, voltei a acreditar em mim mesmo. Hoje enfrento desafios com muito mais equilíbrio. Encontrar alguém que me ouvisse transformou minha perspectiva de vida.

13. Bruna T.

Eu sentia uma solidão enorme mesmo estando cercada de pessoas. Tinha dificuldade para falar sobre meus sentimentos e guardava tudo para mim. Isso gerava uma angústia cada vez maior. Houve momentos em que pensei que ninguém poderia me compreender. Quando procurei ajuda profissional, encontrei acolhimento verdadeiro. Aprendi a expressar minhas emoções e buscar apoio quando necessário. Hoje me sinto mais conectada comigo mesma e com os outros. Ser ouvida fez toda a diferença no meu processo de cura.

14. Paulo G.

Minha rotina era marcada pelo estresse e pela exaustão. Eu não conseguia relaxar nem aproveitar os momentos de descanso. Meu corpo e minha mente davam sinais de que algo não estava bem. Mesmo assim, insistia em ignorar o problema. Ao procurar um profissional, aprendi a reconhecer meus limites. As conversas me ajudaram a reorganizar minha vida e minhas prioridades. Hoje vivo com mais equilíbrio e qualidade de vida. Ter apoio especializado foi fundamental nessa mudança.

15. Renata F.

Após anos enfrentando inseguranças, comecei a acreditar que nunca seria feliz. Comparava minha vida com a dos outros e me sentia cada vez pior. Minha autoestima estava extremamente abalada. Eu havia perdido a confiança em mim mesma. Quando encontrei uma profissional que me ouviu com empatia, tudo começou a mudar. Aprendi a me valorizar e respeitar minha própria trajetória. Hoje me sinto mais forte e confiante. Buscar ajuda profissional foi o melhor presente que dei a mim mesma.

16. Gustavo H.

Eu passava por crises de ansiedade frequentes e sentia medo até das situações mais simples. Minha vida começou a ficar limitada por esses sentimentos. Cada saída de casa parecia um desafio enorme. Eu me sentia preso em minha própria mente. Ao procurar ajuda especializada, encontrei estratégias para lidar com minhas emoções. Aos poucos recuperei minha liberdade e minha tranquilidade. Hoje consigo viver de forma muito mais leve. Ter alguém disposto a me ouvir foi essencial para essa mudança.

17. Sandra E.

A tristeza havia se tornado parte da minha rotina. Eu já não acreditava que poderia voltar a me sentir bem. Mesmo cercada de pessoas queridas, carregava um enorme vazio. Os dias pareciam todos iguais. Quando comecei a fazer acompanhamento psicológico, encontrei um espaço de escuta e acolhimento. Aprendi que meus sentimentos mereciam atenção. Aos poucos recuperei o brilho que havia perdido. Procurar ajuda profissional mudou minha vida profundamente.

18. André K.

Eu estava enfrentando problemas familiares que consumiam minha energia emocional. Não conseguia encontrar paz nem dentro da minha própria casa. A angústia era constante e eu me sentia completamente sobrecarregado. Minha saúde mental começou a ser afetada de forma preocupante. Ao procurar ajuda profissional, encontrei orientação e acolhimento. Passei a compreender melhor meus sentimentos e reações. Hoje consigo lidar com os conflitos de maneira mais saudável. Ser ouvido foi o primeiro passo para recuperar minha paz.

19. Daniela O.

Durante muito tempo escondi minhas dores atrás de uma aparência de normalidade. Ninguém imaginava o quanto eu sofria em silêncio. Eu me sentia desconectada da vida e dos meus sonhos. Havia perdido a esperança de que algo pudesse mudar. Quando procurei uma profissional, encontrei um ambiente seguro para falar sobre tudo isso. A cada sessão, eu me sentia mais forte e compreendida. Hoje vejo a vida com muito mais leveza. A ajuda profissional foi fundamental para minha transformação.

20. Marcos W.

Eu acreditava que precisava resolver tudo sozinho e isso me levou ao limite emocional. O peso das responsabilidades se tornou insuportável. Passei a viver em constante preocupação e desânimo. Meu bem-estar ficou completamente em segundo plano. Quando encontrei um profissional disposto a ouvir minha história sem julgamentos, percebi que não precisava carregar tudo sozinho. Aprendi a cuidar melhor de mim mesmo e das minhas emoções. Hoje vivo com mais serenidade e confiança. Procurar ajuda profissional foi a melhor decisão que poderia ter tomado.

Notícias do ofício

Serviço Social, psicologia e saúde mental

Chamadas de fontes oficiais, com crédito e link para a matéria original. A Revista Escuta não inventa manchetes. Links conferidos em 29/09/2026.

Agência Brasil ·

Saúde fará busca ativa de apostadores após fim das bets

Com a proibição das apostas on-line, o Ministério da Saúde vai contatar apostadores e oferecer acompanhamento em saúde mental, inclusive a familiares.

Matéria de interesse público, não substitui orientação profissional.

Em atualização

Novas chamadas em breve

Este espaço receberá chamadas automáticas de fontes oficiais (CFESS, CFP, Ministério da Saúde, Agência Brasil, CVV).

    Bloco editorial

    Chamada editorial

    O que é Serviço Social

    [texto editorial em breve]

    Fonte de referência: CFESS

    Chamada editorial

    Por que a escuta é trabalho

    [texto editorial em breve]

    Texto próprio da Revista Escuta · em breve

    Chamada editorial

    O papel da psicologia e da psicanálise no cuidado

    [texto editorial em breve]

    Fonte de referência: CFP

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